Uma mulher branca de lingerie preta e máscara veneziana está deitada em uma cama, com os braços para cima da cabeça. Seus punhos estão presos por algemas.

Guia BDSM para iniciantes: como colocar em prática no sexo?

Dicas para quem quer realizar em casa fantasias sexuais que envolvem dor, submissão, controle, dominação...

Por Mayara Magalhães

Estudos científicos revelam que algumas das fantasias sexuais mais comuns envolvem controle, poder, dor e submissão – elementos centrais do universo BDSM. A sigla ganhou projeção da trilogia Cinquenta Tons de Cinza, sucesso mundial há uma década. A história entre Anastasia e Christian Grey despertou curiosidade e excitação no imaginário de muitas pessoas (e polêmica entre fetichistas de carteirinha). O fato é que dá para experimentar práticas BDSM mesmo sem um “quarto vermelho do sexo”.

Por onde começar?

Se o BDSM te provoca o mínimo de entusiasmo, antes de colocar em prática, pesquise sobre o assunto. Assista filmes ou séries com a temática, perceba as possibilidades e converse com a sua parceria. Se a pessoa também demonstrar interesse e consentir com essa exploração, vocês podem entender melhor sobre as preferências de cada um(a). Por exemplo, quem gosta mais da ideia de dominar e quem prefere a submissão?

Vocês devem saber que existem diferentes práticas, representadas por cada letra da sigla BDSM. De forma resumida, elas significam:

  • Bondage - prender, amarrar ou limitar os movimentos como estímulo erótico;
  • Dominação/Submissão - uma pessoa exerce poder sobre a outra, podendo ou não impor castigos e ambas sentem prazer com a situação;
  • Sadismo - prazer em provocar dor na parceria;
  • Masoquismo - prazer em sentir dor.

Regras básicas

Ao contrário do que muita gente pensa, o BDSM não é sinônimo de violência. Para que qualquer fantasia sexual seja realizada, é fundamental que as pessoas envolvidas estejam de acordo, deem consentimento e estabeleçam limites. Um dos códigos do BDSM é o “SSC”: as práticas devem ser sãs, seguras e consensuais. São estabelecidas “palavras de segurança” para o caso de uma pessoa querer interromper a prática. Limites são respeitados por mais “bobos” que pareçam.

Um passo de cada vez

Pessoas iniciantes ou interessadas nas fantasias sexuais BDSM definitivamente não precisam de roupas e acessórios de couro para testar como se sentem numa cena sexual que envolva jogo um de poder. Também não precisam seguir um script, não. Digamos que a sua fantasia seja transar com as mãos atadas. Por que não pedir à parceria para te amarrar com uma gravata, por exemplo?

A sua parceria acha que tem tesão por sentir dor? Que tal testar uma palmadas durante o sexo? Comece de leve e pergunte se a pessoa quer aumentar a intensidade. Se vocês curtem a ideia de dominação e submissão, podem brincar de “mestre mandou”, em que uma pessoa só proporciona prazer à outra (como massagem sensual e sexo oral), sem receber nada em troca. Ou seja, o início no BDSM pode ser devagar e, à medida que o casal se sente confortável, testa novas experiências.

Brincadeira é coisa séria

Estão se divertindo e buscam mais ferramentas para colocar os desejos BDSM em prática? Ótimo, existem diversas opções no mercado erótico: algema, corda, chibata, chicote, venda, máscara, grampos para mamilos, velas beijáveis, gargantilha coleira, palmatória, vibradores de com controle remoto sem fio (para controlar o prazer da parceria), cinta peniana (strap on para pegging, por exemplo)...

“After care”

O cuidado pós-sexo com a parceria que ficou presa, apanhou ou foi submissa é essencial. Oferecer carinho, passar um creme na região sensível, elogiar e dormir de conchinha são boas alternativas para que a pessoa tenha certeza de que é respeitada e não passou de um jogo erótico. E assegure sempre que o sempre não precisa ser sempre nessa formato, mas apenas a possibilidade de “variar o cardápio” e apimentar o relacionamento.

Sexo “baunilha” (sem práticas BDSM) também pode ser muito excitante e repleto de prazer, né?

 

*Foto: Pexels

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