Uma mulher branca e com cabelos na altura dos ombros dança com um homem branco de barba em uma sala. Há um abajur aceso à esquerda, algumas poltronas no centro e um quadro à direita. Os dois se olham e sorriem, enquanto ele faz menção de girá-la.

Dançar amplia a sintonia e a conexão erótica do casal

Saia da rotina: movimentar o corpo com a parceria desperta os sentidos e o desejo sexual

Por Bianca Dhavala

A dança é uma das formas mais antigas de interação e troca entre as pessoas. Ao longo da História da humanidade, quantos relacionamentos (amorosos ou não) tiveram início a partir do encontro de corpos que tentam entrar no mesmo ritmo? Hoje muitos casais buscam a dança para sair da rotina, desenvolver a autoestima individual e melhorar a sintonia com a parceria. Pela minha experiência profissional, acredito que ela realmente é uma ótima ferramenta para a conexão emocional e sexual.

Nosso corpo é uma grande fonte de energia que contém desejos, ansiedades, traumas etc. Ele precisa de movimento para que aconteça a liberação energética, capaz de manter o seu equilíbrio físico, emocional, social e sexual. Quando você dança, seja com passos de um estilo específico (samba, forró, zouk, balé, sensual...) ou simplesmente mexendo o quadril e os braços de forma livre, começa a expandir a sua energia vital, sua libido e seu desejo sexual.

Além disso, a dança pode ser um convite para um delicioso jogo de sedução e conquista. Depende da música e da intenção colocadas a cada momento – se vocês querem algo mais quente ou romântico, por exemplo. É possível explorar todos os sentidos, despertar o poder do olhar e do toque, promover um contato físico íntimo e profundo (como na massagem tântrica). Não à toa, a dança é um dos recursos que utilizo no curso “Sintonia do Casal”.

Para se ter ideia, primeiro coloco uma música lenta e sugiro que cada pessoa se mexa ou dance sozinha. Em seguida, convido o casal a se olhar de longe e sentir as reações corporais que essa troca de olhares provoca - que tipo de energia ela movimenta dentro de você? Aos poucos, peço que se aproximem e permitam o aflorar de outros sentidos: percebam o cheiro, a temperatura, a respiração da parceria... Então mudo a música para algo mais rápido e sexual, recomendo que colem seus corpos o máximo possível, deixando que eles se expressem por meio da dança, sem qualquer expectativa de coreografia ou ritmo.

É uma dinâmica simples, mas com resultados nítidos: aumenta a percepção sensorial, o desejo e a atração sexual tanto de maneira individual quanto conjugal. Muitas vezes os casais estão vivendo no automático, sequer se dão conta do que já existe entre si. Além disso, de forma geral, as pessoas usam pouco seus corpos para literalmente dançar na vida com prazer. A prática libera hormônios como oxitocina, dopamina e serotonina – que trazem sensação de amor, conexão, cuidado, alegria e relaxamento.

Qualquer pessoa é capaz de dançar, inclusive aquela que se considera “um poste” de tão dura. Basta ter disponibilidade para abrir um espaço na sua rotina e na sala da sua casa. Você pode montar uma lista com as suas músicas favoritas e começar a sós, se soltando no ritmo e se mexendo livremente. Depois, convide a sua parceria para entrar nessa brincadeira sensual e se conectar com você sem pressões. Não existe certo ou errado. A dança será construída pelo casal. Se quiser inspiração, assista aos meus vídeos no Instagram.

Bom, agora que você já conhece um pouco sobre a teoria... espero que sinta, na prática, a essa energia que habita o seu corpo e deseja se movimentar. A vida é uma pista de dança. Dance enquanto a música toca.

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