Uma mulher e um homem estão frente a frente, sorrindo. Ela segura o rosto dele entre as mãos enquanto mostra a língua.

Como saber se é amor ou cilada?

No auge da paixão ou por medo da solidão, as pessoas podem ter dificuldade para distinguir um relacionamento saudável de algo tóxico

Por Café com Pimenta

Durante toda a vida recebemos mensagens implícitas (ou não) de que o amor seria capaz de nos salvar e resolver os nossos problemas. Aprendemos que buscá-lo é imprescindível. Está na mídia, nos contos de fadas, na literatura e até mesmo na cobrança de parentes que encontramos nas festas de fim de ano. Que mulher nunca ouviu perguntas invasivas e comentários machistas como “Ainda solteira? Cuidado para não ficar para titia, hein?”.

Essa ideia incutida em nós de que “é impossível ser feliz sozinho (a)” pode levar a um certo desespero e a escolhas amorosas equivocadas. Diante de uma possível parceria fixa, alguém com quem se pretende compartilhar a vida intimamente, precisamos avaliar critérios importantes: Existe química sexual? Nossos valores são parecidos? Temos projetos em comum?

O amor pode ser definido como um sentimento que direcionamos a uma pessoa cuja presença causa em nós paz, aconchego e segurança. É algo que recebemos de familiares na infância e, quando adultos, projetamos nas relações afetivas. Não amamos “de cara”, assim que conhecemos alguém. Primeiro nos apaixonamos de forma intensa.

Na fase da paixão, sentimos insegurança e tememos a ruptura, pois o laço afetivo ainda não está consolidado. Nosso coração não bate de amor... É puro pavor de perder aquela ilusão que criamos sobre a parceria e sobre a alegria de ter encontrado a “metade da laranja”. Experimentar essas sensações é completamente normal e faz parte do início do relacionamento.

O problema é que, se estivermos carentes e com a autoestima fragilizada, podemos cair em uma grande cilada: criar um personagem para sermos aceitos pela pessoa, deixando de lado nossos valores, desejos e ambições para não ficarmos a sós no mundo. O ideal é que a relação vá amadurecendo e o medo dê lugar para um vínculo sincero. Em outras palavras, cessam as inseguranças e o verdadeiro “eu” reaparece. Nos apresentamos como somos e a outra pessoa nos escolhe mesmo com nossos defeitos e diferenças (vice-versa).

Compreender o sentido do que é um bom ou mau encontro amoroso pode ajudar a identificar se o relacionamento será saudável ou cilada. Bons encontros nos ampliam, alegram, produzem ação em nós e isso fica evidente com a intensidade de vida que ganhamos. Maus encontros nos tornam pessoas passivas, diminuem, estagnam e entristecem.

Essa avaliação é feita à medida que passamos cada vez mais tempo com a parceria. Que sinais a relação nos dá no dia a dia? Brigas frequentes, ciúmes, falta de respeito e de comunicação já podem acender um alerta vermelho. Não há como pensarmos em um relacionamento saudável que não tenha como principais ingredientes o respeito, a intimidade e a admiração.

Sem eles, é melhor contemplar a solitude e desfrutar do amor através de outras vias - família, amizades, vida profissional, projetos sociais etc. Um relacionamento conjugal não é a única fonte de amor e realização! Se a sua escolha é estar com alguém, que essa pessoa venha somar e te fazer crescer. Caso contrário, até um bom vinho com um livro pode ser melhor companhia em uma noite de sábado – e em todas as outras.

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