Uma mulher está sentada na cama, com as pernas cobertas pelo edredon, e segura um sugador de clitóris.

Como aprimorar a masturbação para ter orgasmos mais potentes

Você faz sempre do mesmo jeito? Ginecologista dá dicas de como potencializar o prazer a sós

Por Teresa Embiruçu

A masturbação não é apenas uma fonte de prazer sexual, mas também uma importante experiência de autodescoberta – especialmente para as pessoas com vagina, que vêm sendo censuradas há gerações. O tabu em torno da prática, aliás, já foi tema de um texto meu aqui no blog da Luvv. Também escrevi sobre os benefícios que ela traz à sua saúde, além de sugerir o passo a passo para iniciantes. Agora quero convidar você explorar o seu corpo por outros caminhos e encontrar novos atalhos para os seus orgasmos. Fala-se tanto em inovar na relação com a parceria... por que não fazer o mesmo com a gente?

Por exemplo: muitas pessoas têm o hábito de começar a masturbação de maneira mecânica, ou seja, simplesmente friccionam os próprios genitais. Assim, o que acontece é que a excitação física (lubrificação da vagina ou ereção do pênis) surge antes de a mente ficar excitada. Embora isso funcione na maioria das vezes, quando usamos a imaginação, podemos potencializar esse estado de latência e ter uma descarga mais intensa de prazer. Você colocar uma música, fechar os olhos e fantasiar com cenas vividas ou desejadas, ler ou ouvir um conto erótico... para só depois iniciar o toque nas zonas erógenas. Excite o cérebro primeiro.

Aliás, quando se pensa em masturbação, automaticamente associamos ao toque direto nos genitais: clitóris, vagina e pênis. Esquecemos que o corpo está repleto de zonas erógenas – e que elas variam de acordo com a pessoa. Você conhece as suas? Qualquer pedacinho de nós pode ser classificado como uma zona erógena: basta que, estimulado em um contexto sexual, deflagre uma sensação de prazer físico. Vale para mamilos, boca, lobos das orelhas, cotovelos, calcanhares, ânus, parte interna das coxas, glúteos, região perianal etc.

Então você pode iniciar passando as mãos (ou as unhas) nesses pontos, talvez até massageá-los com algum cosmético erótico. Existem óleos e géis com diversas funcionalidades interessantes: brincam com a sensação de quente e frio; fazem as mãos deslizarem pela pele feito seda; provocam choquinhos e vibrações nas mucosas; reforçam a lubrificação natural. Se você já teve alergia de contato ou a determinadas substâncias, preste atenção ao rótulo da embalagem. Caso tenha alguma reação (como coceira ou queimação), lave imediatamente com água e suspenda o uso até que seja feita uma investigação médica. 

Além dos cosméticos eróticos, dá para expandir os “horizontes masturbatórios” com dildos e vibradores [nota da editora: leia o nosso guia para escolher o primeiro vibrador]. Já pensou em estimular os mamilos com a vibração, por exemplo? Teste novas posições e locais para a masturbação, ao invés de ficar apenas deitada na cama de barriga para cima. Você pode se curtir de bruços, em pé, agachada, debruçada, debaixo do chuveiro, dentro da banheira... Explore movimentos, velocidades, direções. Dê tapinhas sobre o monte pubiano, puxe os lábios vaginais, aperte e tracione os mamilos, faça círculos ao redor da glande do clitóris... Que tal experimentar estímulos simultâneos, como colocar um dedo no clitóris e um plug no ânus?

Algumas ressalvas: não introduza o modelo bullet  no ânus caso ele não possua alça de segurança; cuidado com a força aplicada durante a penetração de qualquer objeto na vagina ou no ânus para não provocar lacerações; é preciso higienizar o objeto introduzido no ânus antes de colocá-lo na vagina; para compartilhar brinquedos eróticos com outra pessoa, deve-se higienizar e usar com camisinha porque há risco de contágio por infecções sexualmente transmissíveis; não precisa passar álcool ou ferver o seu vibrador, basta lavar com água e sabão neutro e secar bem antes de guardar [nota da editora: temos higienizador específico aqui].

Dito isso, aproveite para se divertir enquanto se conhece – de luz acesa, apagada, com um espelho ou uma taça de vinho na mão. A masturbação pode representar uma pequena fuga da realidade, um momento de autocuidado e reabastecimento das energias prazerosas. Não se prenda a velhos hábitos, gozando rápido e sempre da mesma maneira. É possível driblar a previsibilidade até quando se trata do nosso próprio corpo. Mudar nos tira da zona de conforto e expande possibilidades. Neste caso, de usufruir mais da potência da nossa sexualidade.

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